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16 fevereiro, 2019

Symptom perception, placebo effects, and the Bayesian brain

Artigo na íntegra sobre um tema muito interessante e que ilustra uma mudança de paradigma do modelo biomédico, na interpretação do efeito placebo e nocebo. Tanto um como outro são respostas de um sistema nervoso central ativo e são uma parte integrante na cura e nos sintomas do paciente. Entender estes importantes mecanismos e torná-los inclusivos na terapêutica e prognóstico (em vez de os considerar como uma resposta aberrante) é uma mudança de paradigma.

Boa leitura !

Symptom perception, placebo effects, and the Bayesian brain

Giulio Ongaroa, Ted J. Kaptchukb

"...Conclusion: Symptoms without a physical cause and relief through placebo intervention are anomalies for the biomedical model of disease. The Bayesian approach to perception explains and accommodates these 2 phenomena. It exposes placebo and nocebo effects, not as aberrant events, but as facets of the overall modus operandi of the nervous system. It shows, also, that these act on the same inferential processes as “real” disease and “real” treatments do. The implication of this approach is that, to be truly patient-focused, medicine must attend to the predictive process that lies at the basis of symptom perception, and thereupon evaluate what efficient courses of action can lead the brain to predict the body’s health."

3http://eprints.lse.ac.uk/90458/1/Ongaro_Symptom%20perception_2018.pdf

04 fevereiro, 2019

Fascial tissue research in sports medicine: from molecules to tissue adaptation, injury and diagnostics: consensus statement


Zügel M, Maganaris CN, Wilke J, et al. Fascial tissue research in sports medicine: from molecules to tissue adaptation, injury and diagnostics: consensus statement


Abstract


The fascial system builds a three-dimensional continuum of soft, collagen-containing, loose and dense fibrous connective tissue that permeates the body and enables all body systems to operate in an integrated manner. Injuries to the fascial system cause a significant loss of performance in recreational exercise as well as high-performance sports, and could have a potential role in the development and perpetuation of musculoskeletal disorders, including lower back pain. Fascial tissues deserve more detailed attention in the field of sports medicine. A better understanding of their adaptation dynamics to mechanical loading as well as to biochemical conditions promises valuable improvements in terms of injury prevention, athletic performance and sports-related rehabilitation. This consensus statement reflects the state of knowledge regarding the role of fascial tissues in the discipline of sports medicine. It aims to (1) provide an overview of the contemporary state of knowledge regarding the fascial system from the microlevel (molecular and cellular responses) to the macrolevel (mechanical properties), (2) summarise the responses of the fascial system to altered loading (physical exercise), to injury and other physiological challenges including ageing, (3) outline the methods available to study the fascial system, and (4) highlight the contemporary view of interventions that target fascial tissue in sport and exercise medicine. Advancing this field will require a coordinated effort of researchers and clinicians combining mechanobiology, exercise physiology and improved assessment technologies.









Chronic pain as a symptom or a disease the IASP Classification of Chronic Pain for the International Classification of Diseases



Abstract


Chronic pain is a major source of suffering. It interferes with daily functioning and often is accompanied by distress. Yet, in the International Classification of Diseases, chronic pain diagnoses are not represented systematically. The lack of appropriate codes renders accurate epidemiological investigations difficult and impedes health policy decisions regarding chronic pain such as adequate financing of access to multimodal pain management. In cooperation with the WHO, an IASP Working Group has developed a classification system that is applicable in a wide range of contexts, including pain medicine, primary care, and low-resource environments. Chronic pain is defined as pain that persists or recurs for more than 3 months. In chronic pain syndromes, pain can be the sole or a leading complaint and requires special treatment and care. In conditions such as fibromyalgia or nonspecific low-back pain, chronic pain may be conceived as a disease in its own right; in our proposal, we call this subgroup “chronic primary pain.” In 6 other subgroups, pain is secondary to an underlying disease: chronic cancer-related pain, chronic neuropathic pain, chronic secondary visceral pain, chronic posttraumatic and postsurgical pain, chronic secondary headache and orofacial pain, and chronic secondary musculoskeletal pain. These conditions are summarized as “chronic secondary pain” where pain may at least initially be conceived as a symptom. Implementation of these codes in the upcoming 11th edition of International Classification of Diseaseswill lead to improved classification and diagnostic coding, thereby advancing the recognition of chronic pain as a health condition in its own right.




Treede, Rolf-Detlefa; Rief, Winfriedb; Barke, Antoniab; Aziz, Qasimc; Bennett, Michael I.d; Benoliel, Rafaele; Cohen, Miltonf; Evers, Stefang; Finnerup, Nanna B.h,i; First, Michael B.j; Giamberardino, Maria Adelek; Kaasa, Steinl,m,n; Korwisi, Beatriceb; Kosek, Evao; Lavand'homme, Patriciap; Nicholas, Michaelq; Perrot, Serger; Scholz, Joachims; Schug, Stephant,u; Smith, Blair H.v; Svensson, Peterw,x; Vlaeyen, Johan W.S.y,z,aa; Wang, Shuu-Jiunbb,cc


PAIN: January 2019 - Volume 160 - Issue 1 - p 19–27doi: 10.1097/j.pain.0000000000001384




27 setembro, 2016

Lombociatalgias- Flexão lombar reduz a protrusão/ prolapso do disco intervertebral lombar

RM e experiência em cadáver:


Flexão lombar reduz a protrusão/ prolapso do disco intervertebral lombar. Para além disto, o núcleo tem um comportamento oposto às fibras do disco.

Isto põe em causa o que estava mais ou estabelecido e sendo a biomecânica a base na abordagem terapêutica manual estes achados são relevantes no paciente com lombociatalgia, uma vez que o comportamento dos foramens e discos intervertebrais na relação com as raízes nervosas é muito importante na -neuromecânica- e nas implicações que podem existir para tecido nervoso- neuropatomecânica-.


No tratamento Osteopático com pacientes com lombociatalgias, abordo estes conceitos neuromecânicos e aplico estratégias terapêuticas com um foco na relação do tecido conjuntivo nervoso com as suas interfaces ou nos fenómenos neurogénicos (intraneurais).



13 julho, 2016

Glúten: um possível veneno


O glúten e o amido presente no trigo dos nossos dias (modificado milhares de vezes pela industrialização e exigência do consumo) são verdadeiros venenos. Numas pessoas mais do que outras é certo, porém, são responsáveis por aumentar a glicose no sangue e a permeabilidade intestinal (podendo causar uma resposta auto-imune). Com a idade é também normal que o estômago deixe de produzir a quantidade de enzimas necessárias para degradar determinadas proteínas como as do leite e o glúten, entre tantas outras. Estas podem provocar inflamações no trato gastro-intestinal e o extravasamento de substâncias para a corrente sanguínea, provocando respostas inflamatórias pelo sistema imunológico.
Tenho testemunhado muitos casos de pacientes com artrites reactivas, polimiosite e infecções urinárias que retiram o glúten da alimentação e ficam totalmente assintomáticos. Não por um dia ou dois. Alguns acompanho há meses, outros há anos. Estão assintomáticos!
"Além da conhecida doença celíaca, na qual os pacientes experimentam dores abdominais e diarreia com o consumo de glúten, há um grande número de patologias autoimunes associadas ao consumo de trigo. Podemos citar, por exemplo, atrite reumatoide, lupus, dermatite herpetiforme, ataxia cerebelar, esclerose múltipla, Alzheimer, colite ulcerativa, cólon irritável, enxaquecas, entre outras. Muitos destes pacientes não apresentam os sintomas de doença celíaca, mas tem os anticorpos para doença celíaca positivos. Outros tem estes anticorpos negativos e, não obstante, melhoram com a eliminação total do trigo."
Um dos grandes estudiosos sobre este tema é o Dr. William Davis, cardiologista e autor do livro “Wheat Belly”. O Dr. William concluiu que o glúten está implicado na génese da obesidade, diabetes e um sem número de patologias auto-imunes. http://www.wheatbellyblog.com/

09 março, 2016

Medição osteométrica do foramen jugular

Resultado de imagem para forame jugular


No Módulo II da formação em Neuromobilzação Clínica, curso que ensino, aprende-se a manipular o foramen jugular. É por ele que passam nervos importantes como o vago, glossofaríngeo e acessório. Na linha de vários autores, este estudo revela que o FJ esquerdo é mais estreito. Este é um dos fundamentos para serem mais frequentes as cervicalgias esquerdas.

An Osteometric Evaluation of the Jugular Foramen
ISHWARKUMAR, S.; NAIDOO, N.; LAZARUS, L.; PILLAY, P. & SATYAPAL, K. S.
An osteometric evaluation of the jugular foramen.
Int. J. Morphol., 33(1):251-254, 2015.

SUMMARY:
The jugular foramina (JF) are bilateral openings situated between the lateral part of the occipital bone and the petrous part of the temporal bones in the human skull. It is a bony canal transmitting neurovascular structures from the posterior cranial fossa through the base of the skull to the carotid space. Since the JF depicts variations in shape, size, height and volume between different racial and gender groups, along with distinctive differences in laterality from its intracranial to extracranial openings, knowledge of the JF may be necessary to understand intracranial pathologies. Therefore, the purpose of this study was to evaluate the morphometric measurements of the jugular foramen. Various morphometric parameters of the JF and its relation to surrounding structures were measured
and assessed in 73 dry skull specimens (n=146). Each of the morphometric parameters measured were statistically analyse using SPSS to determine the existence of a possible relationship between the parameters and sex, race, age and laterality. The comparisons of sex and age with the distance between the JF and lateral pterygoid plate and distance between the JF and foramen magnum yielded statistically significant p values of 0.0049 and 0.036, respectively. The results of this study correlated with that of previous studies indicating that measurements regarding the JF are greater on the right side. The provision of morphometric data pertaining to the JF and surrounding structures may assist surgeons and clinicians during operative procedures.

14 março, 2015

Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores


Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores (TCR)

A revisão sistemática envolveu 14 estudos e a média de idade é de 50 anos. Os autores fizeram algumas conclusões gerais e preliminares sobre o que é eficaz no que diz respeito a exercícios terapêuticos nas TCR. O programa deve ter em conta que:

- algum nível de resistência deve ser incluído no exercício, por ex, as theraband.
- um maior número de repetições produz mais resultados que um menor número (não especifica o número mas este ponto contradiz alguns estudos).
- 3 séries de repetições são preferíveis do que 2 ou 1.
- Evitar a dor ou produzir dor durante os exercícios parece não ser relevante.
- a maioria dos programas deve demonstrar resultados satisfatórios até às 12 semanas.

Tenho percebido que exercícios para a CR são de facto importantes, mas os estudos que precisam de mais estudos para comprovar os estudos deixam-me um sabor amargo na boca... Na prática Osteopática uma tendinopatia não aparece do nada. O reequilíbrio neurocinético é muito importante. O papel dos sinergistas e antagonistas tem de ser explorado num programa terapêutico e quando pensamos no ombro, os músculos das cadeias cinéticas nunca mais acabam. Na minha prática, o que tenho percebido é que antes de qualquer programa é importante a reorganização próprioceptora e para isso a mobilização articular do complexo do ombro é fundamental. Porque o músculo subclávio, grande peitoral e esternocleiodomastoideu são uma peça chave na articulação esterno-clavicular deixo um pequenino excerto da mobilização desta articulação.


- Therapeutic exercise for rotator cuff tendinopathy: a systematic review of contextual factors and prescription parameters.-

Littlewood C1, Malliaras P, Chance-Larsen K.

Abstract

Exercise is widely regarded as an effective intervention for symptomatic rotator cuff tendinopathy but the prescription is diverse and the important components of such programmes are not well understood. The objective of this study was to systematically review the contextual factors and prescription parameters of published exercise programmes for rotator cuff tendinopathy, to generate recommendations based on current evidence. An electronic search of AMED, CiNAHL, CENTRAL, MEDLINE, PEDro and SPORT

Discus was undertaken from their inception to June 2014 and supplemented by hand searching. Eligible studies included randomized controlled trials evaluating the effectiveness of exercise in participants with rotator cuff tendinopathy. Included studies were appraised using the Cochrane risk of bias tool and synthesized narratively. Fourteen studies were included, and suggested that exercise programmes are widely applicable and can be successfully designed by physiotherapists with varying experience; whether the exercise is completed at home or within a clinic setting does not appear to matter and neither does pain production or pain avoidance during exercise; inclusion of some level of resistance does seem to matter although the optimal level is unclear, the optimal number of repetitions is also unclear but higher repetitions might confer superior outcomes; three sets of exercise are preferable to two or one set but the optimal frequency is unknown; most programmes should demonstrate clinically significant outcomes by 12 weeks. This systematic review has offered preliminary guidance in relation to contextual factors and prescription parameters to aid development and application of exercise programmes for rotator cuff tendinopathy.

PMID: 25715230 [PubMed - as supplied by publisher]

21 dezembro, 2014

"Hérnias Discais"



50% a 60% das pessoas têm procidências discais e hérnias discais extrusas. Uma % maior ainda, tem prolapsos discais. Esta animação está muito bem feita mas continua-se a bater na mesma tecla - a compressão do material herniado sobre a raíz nervosa é a causa do sintoma de dor (a 'dor ciática' é o sintoma mais comum) - Interessante é o facto de que quando a ciência inventou as TAC e RM, percebeu-se que metade daqueles pacientes com hérnias de compressão sobre a raíz nervosa não tinham quaisquer sintomas. Não é a compressão mecânica que desecadeia sintoma de dor (ou mesmo outras alterações leves de sensibilidade), mas sim as substâncias inflamatórias, como os radicais livres, que irritam o nervum nervorum no epineuro (parte mais superficial do nervo). Isto é, a inflamação provocada por uma hérnia (entenda-se por hérnia tudo o que sai do seu espaço anatómico) é a origem da dor neuropática e não a compressão mecânica sobre determinado tecido nervoso, aliás, a maioria das hérnias comprime a raíz no seu trajecto e não na sua emergência foraminal onde é mais vulnerável. É isto que faz com que o exame neurológico seja uma ciência e mobilizar o sistema nervoso (e aparelho neuro-musculoesqulético) uma arte. A Osteopatia pode ajudar muito numa mais rápida absorção das substâncias inflamatórias e actuar tanto na prevenção como na causa do que é a complexidade das 'hérnias discais'. Os sintomas, em regra, resolvem-se até 4 meses após o seu início e actualmente só uma % muito pequena de pacientes (+- 5%) é e deve ser submetido a cirurgia. A respeito do tratamento, para além do convencional (pode ver mais aqui http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.pt/2011/05/hernia-e-prolapso-discal-tratamento-de.html), podemos ir mais a fundo e mobilizar o próprio tecido nervoso o que tem uma série de vantagens e efeitos fisiológicos. Este é um estudo comparativo em intervenções  com e sem mobilização do grande nervo ciático em pacientes com ciatalgia.

Efficacy of Neural Mobilisation in Sciatica
Sarkari1, E. and Multani2, N.K.

Abstract
The study was conducted on 30 patients, between age group of 40-65 years who were diagnosed cases of radiating low back pain. Subjects were randomly allocated to either group A or B. The patients of group A (n = 15) were treated with neural mobilization along with conventional treatment whereas group B (n = 15) was administered only conventional treatment. ROM and pain were assessed using goniometer and Visual Analog Scale (VAS). Neural mobilization along with conventional treatment was found to be more effective in relieving low back pain (t = 7.643) as well as improving the range of SLR (t = 5.848) than conventional treatment alone.

10 dezembro, 2014

Mobilização neural promove a regeneração de tecido nervoso- estudo

Neural mobilization promotes nerve regeneration by nerve growth factor and myelin protein zero increased after sciatic nerve injury.


Author information

Abstract

Neurotrophins are crucial in relation to axonal regrowth and remyelination following injury; and neural mobilization (NM) is a noninvasive therapy that clinically is effective in neuropathic pain treatment, but its mechanisms remains unclear. We examined the effects of NM on the regeneration of sciatic nerve after chronic constriction injury (CCI) in rats. The CCI was performed on adult male rats, submitted to 10 sessions of NM, starting 14 days after CCI. Then, the nerves were analyzed using transmission electron microscopy and western blot for neural growth factor (NGF) and myelin protein zero (MPZ). We observed an increase of NGF and MPZ after CCI and NM. Electron microscopy revealed that CCI-NM samples had high numbers of axons possessing myelin sheaths of normal thickness and less inter-axonal fibrosis than the CCI. These data suggest that NM is effective in facilitating nerve regeneration and NGF and MPZ are involved in this effect.


Opinião: É um estudo feito no nervo ciático de ratos (com uma lesão por compressão) cujo tratamento foram 10 sessões de mobilização neural (MN). A mobilização neural é uma técnica e um raciocínio que promove a mecânica dos nervos (neuromecânica) e entende a inter-relação anatómica dos nervos com as estruturas de inter-face (dito de forma simples). É sem dúvida uma das minhas abordagens de eleição, mas no entanto, os mecanismos fisiológicos da mobilização ainda não são totalmente compreendidos. Para este estudo (se bem que é apenas um sumário) seria interessante ter mais dados e perceber se o factor de crescimento neural (NGF) e a proteína de mielina são produzidas a um maior ritmo (normalmente em caso de lesão crescem 1 mm a 5 mm/ dia) com a MN. Estas proteínas são essenciais para o crescimento e protecção dos neurónios. Não deixa de se ser interessante também a diminuição de fibrose inter-axonal, mas novamente saber se as microglia funcionam mais rapidamente com a MN tornaria o estudo ainda mais completo. É importante para os Osteopatas terem estes factores em conta uma vez que atendem com frequência pacientes com neuropraxias e axonotmeses (lesões nos neurónios que compõem o nervo). Entender os mecanismos de lesão/ regeneração neural e um bom exame neurológico são cruciais para um raciocínio terapêutico, possível encaminhamento e prognóstico adequado. 

19 fevereiro, 2013

Capsulite adesiva ou "Ombro Congelado"





A região do ombro é formada por articulações sinoviais e  fisiológicas. É a combinação dos movimentos coordenados destas 4 articulações, que permite ao ombro uma amplitude de movimentos maior que qualquer outra articulação do corpo. Destas 4 articulações há uma que permite uma ampla mobilidade e é por isso considerada a mais móvel e menos estável do complexo articular. Tem o nome de articulação gleno-umeral. É a sua forma e a cápsula frouxa e fina que permitem esta amplitude e instabilidade articular.
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A capsulite adesiva ou ombro congelado é dos síndromes dolorosos do ombro, o que mais tem suscitado controvérsias, tanto no diagnóstico como na terapêutica. Isto deve-se à etiologia complexa, confusa, muitas vezes desconhecida e às semelhanças clínicas com outras patologias directa ou indirectamente relacionadas com o ombro. Inclusivamente, Neer (1990/1992) afirma que, por estar associado a várias patologias, o Ombro Congelado deve ser considerado “mais um sintoma do que uma entidade clínica definida”.
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Como referi anteriormente, a Capsulite Adesiva (CA) não é a única causa para a rigidez dolorosa do ombro, esta pode estar presente noutras patologias que afectam as mesmas estruturas do seu complexo mecanismo articular. São elas as bursites subacromiais, as tenossinovites da longa porção do bicípete, a osteoartrose da gleno-umeral, etc. Dito isto, nem sempre o grau de limitação de amplitude articular é suficiente para fazer um diagnóstico correcto de CA.
"A descrição das alterações articulares progressivas da CA em quatro estádios característicos esclarece a evolução do processo. No estágio I chamado pré-adesivo, há reacção inflamatória sinovial; no estágio II, chamado sinovite adesiva aguda, há sinovite proliferativa e início do colabamento das paredes dos recessos articulares e aderências da cápsula na cabeça do úmero; no estágio III, chamado maturação, há regressão da sinovite e franco colabamento do recesso axilar; e no estágio IV, chamado crónico, as aderências estão maduras e, retraídas, restringem fortemente os movimentos da cabeça do úmero em relação à glenóide. Nos estágios II, III e IV os espaços entre as superfícies articulares da cavidade glenóide e a cabeça do úmero, bem como, o espaço entre o bicípete e o úmero estão muito reduzidos." (Ferreira e Filho, CA, p. 566).
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A classificação proposta por Zuckerman et al divide a CA em primária ou idiopática, quando não há causa aparente e secundária, quando se identifica uma possível causa ou há associação com outras patologias (tenossinovite, bursite, patologias do SNC ou SNP, fracturas, patologias cardíacas, pulmonares, diabetes, tiróide, entre outras).
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A grande diversidade de condições clínicas às quais pode estar associada a CA, justifica a controvérsia sobre a etiopatogenia. Neviaser, Simmonds e De Palma afirmam que a fibrose que provoca retracção da cápsula é de origem inflamatória, mas vários estudos indicam que a natureza da lesão que provoca a retracção capsuloligamentar é, ou pode ser, multifactorial. Seja qual for a sua origem, a retracção capsular é o denominador comum da Capsulite Adesiva.
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A CA é uma patologia mais frequente no sexo feminino, na faixa etária dos 40 aos 60 anos, porém, sem preferência para lado e dominância (Ferreira e Filho). A dor, de início insidioso que se agrava rapidamente, é o primeiro sintoma da doença que progride em três fases.
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A primeira fase, chamada aguda ou hiperálgica, tem início insidioso, mas em pouco tempo a dor diuturna no ombro cresce em intensidade, podendo ser acompanhada de fenómenos vasculares como sudorese palmar e axilar. A dor aumenta durante a noite e com frequência perturba o sono. A mobilidade do ombro é muito dolorosa e os movimentos de abdução, de rotação interna e externa rapidamente perdem sua amplitude. Esta fase pode durar entre 2 a 6 meses (Reeves, Ferreira e Filho).
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A segunda fase é chamada de enrijecimento ou congelamento. A dor diminui de intensidade, deixa de ser contínua, mas persiste à noite e à tentativa de mobilização do ombro que se apresenta rígido e com bloqueio da abdução e das rotações interna e externa. Esta fase pode durar 12 meses (Reeves).
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A terceira fase, ou de descongelamento, é caracterizada pela libertação progressiva dos movimentos e pode levar vários meses, entre 9 a 24. "É a restauração da elasticidade
cápsulo-ligamentar perdida que, em muitos casos, pode acontecer de forma espontânea. Entretanto, a completa recuperação da mobilidade do ombro é de difícil previsão porque a intensa fibrose capsular pode não ser completamente reversível na CA de longa duração". (Ferreira e Filho).
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O Tratamento Conservador engloba fisioterapia, anti-inflamatórios, bloqueios anestésicos do nervo supra-espinal, manipulação sob anestesia ou cirurgia.
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A Osteopatia tem muito para oferecer na melhoria desta sintomatologia tão complexa. O tratamento clínico osteopático aborda a patologia de uma forma holística, actuando nos vários sistemas que indirecta ou directamente estão envolvidos. A recuperação dos pacientes pode em alguns casos ser diminuída para 3 a 6 meses e para isso o Osteopata utiliza uma série de técnicas manuais que podem permitir uma recuperação mais rápida que a convencional. Porém, deixo a ressalva que a recuperação é muito subjectiva, podendo ser frustrante tanto para o paciente como para o Osteopata.
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O tratamento engloba:
Mobilizações articulares, tracções axiais permitindo informações neurológicas através dos mecanoreceptores, activando o gate-control, retorno venoso/ linfático e quebra de aderências, técnicas para  tecidos moles e respectivas fáscias de toda a região periférica.. Na fase adequada são também prescritos exercícios passivos, activos/ assistidos ou activos (na fase de "Descongelamento").
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Importa referir novamente, que cada caso tem uma evolução diferente, uma condição clínica específica e por isso prognósticos diferentes, dependendo do estado da patologia e acima de tudo de um diagnóstico clínico correcto. Relembro que o Osteopata vê o paciente como um todo e procura um raciocínio que relaciona todas as partes do corpo humano contribuintes para os sintomas. Até agora, o meu melhor resultado foi a resolução de um ' ombro congelado' em 15 tratamentos.

15 janeiro, 2013

Alterações Posturais em Crianças que Praticam Ballet Clássico Entre 8 e 12 Anos de Idade




Na prática Osteopática damos relevo às alterações posturais que podem ter uma relação disfuncional-sintomática no quadro clínico do paciente. Com frequência na investigação destas relações biomecânicas encontro um padrão de escoliose ( desvio lateral da coluna vertebral) + hiperlordose ( aumento da curvatura lombar) + pé cavo ( aumento da curvatura interna do pé). Um bom exemplo deste padrão ( falando no desporto) são os ex praticantes de ballet. Por isto escolhi este estudo, embora a amostra não seja grande, que vinca precisamente a relação do ballet com as alterações posturais. Deixo um sinal de atenção aos pais que devem estar atentos, em particular nas idades dos 8 aos 14, a alterações da postura como a escoliose, que quanto mais cedo diagnosticada mais cedo se pode intervir. O síndrome de Osgood- Shatler (inflamação e dor na região da rótula/joelho) é frequente nestas idades e está tb associado a alterações mecânicas do membro inferior e ao exercício físico. O trabalho do Osteopata é importante e a complementaridade com outras disciplinas é a chave de um bom acompanhamento clínico. A mobilização dos segmentos disfuncionais com o tratamento osteopático, a avaliação da biomecânica do pé e prescrição de ortóteses plantares (suportes correctivos) pela podologia, educação e reeducação postural com a fisioterapia e a supervisão desportiva pelo profissional de saúde física é um dos caminhos interdisciplinares de sucesso.


Excerto do estudo ( em Português do Brasil)

" RESUMO

O objetivo desta pesquisa foi identificar alterações posturais em 24 crianças praticantes de ballet clássico, entre 8 e 12 anos de idade, matriculadas em uma academia de ballet clássico de Florianópolis/SC. A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma avaliação postural realizada nas dependências da academia, onde foram avaliadas 100% das crianças matriculadas que se enquadrassem no perfil da pesquisa. Para a avaliação foi utilizado um simetrógrafo, uma ficha de avaliação postural e uma máquina fotográfica. (...) As alterações mais encontradas foram hiperlordose lombar + anteversão pélvica em 18 crianças correspondendo a 75%, escoliose em 14 crianças com 58%, joelho valgo em 16 crianças, 67%, joelho recurvatum em 10 crianças 62,5%, pé cavo e valgo em 18 crianças, também com 75% e os índices de correlação de Pearson encontrados foram de + 0.46 entre joelho recurvatum e pé valgo, +0.43 entre pé cavo e escoliose e +0.43 entre anteversão pélvica e joelho valgo.

Considerações Finais

Baseando-se nos resultados obtidos, pode-se concluir que, todas as 24 crianças avaliadas apresentaram algum desvio postural. As alterações encontradas com maior frequência na maioria das crianças foram a hiperlordose lombar (juntamente com anteversão pélvica) correspondendo a 75%, pé valgo também com
75%, joelho valgo com 67%, pé cavo e calcâneo valgo com 62,5% cada. (...) Após essa análise, surge a hipótese de que o ballet clássico, iniciado antes dos 8 anos, pode vir a prejudicar o padrão postural e o desenvolvimento motor normal das crianças, mas para tornar essa afirmação fidedigna, é necessário fazer
uma análise mais minuciosa, com um acompanhamento durante o desenvolvimento da criança, para assim detectar precisamente alterações e em que fases ela está ocorrendo."


Larissa Guimarães da Cunha ( Monografia de de fim de curso Fisoterapia)

Ralph Fernando Rosas (Professor e Orientador da Pesquisa)

29 outubro, 2012

Biomecânica vertebral em relação à artéria vertebral durante a manipulação cervical


Partilho com o leitor um estudo relativamente recente, do Journal of manipulative and physiological therapeutics, que no seu relatório preliminar conclui que a artéria vertebral ( AV) durante a manipulação cervical, é alongada bem dentro do limite fisiológico da sua amplitude, mais, o alongamento da AV durante a manipulação é menor, do que aquele provocado pelos testes de amplitude de movimento ( ROM Tests), que se fazem nas consultas ( de várias especialidades) para perceber a mobilidade dos tecidos. Os testes são passivos e activos e respeitam sempre os limites fisiológicos de amplitude. Este tema continua a ser bastante discutido e continua a existir a crença de alguns profissionais de saúde, mas sobretudo de pacientes, que as manipulações cervicais são potencialmente fatais pelo risco de lesão ou compressão da artéria vertebral. Por isso, escolhi este estudo, embora existam muitos mais, para ajudar a desmistificar este tema e os receios que apesar de tudo ainda permanecem em muitos pacientes.  

Preliminary report: biomechanics of vertebral artery segments C1-C6 during cervical spinal manipulation.

Abstract

OBJECTIVE:The purpose of this study was to measure strains in the human vertebral artery (VA) within the cervical transverse foramina and report the first results on the mechanical loading of segments of the VA during spinal manipulation of the cervical spine.

METHODS:Eight piezoelectric ultrasound crystals of 0.5-mm diameter were sutured into the lumen of the left and right VA of one cadaver. Four hundred-nanosecond ultrasound pulses were sent between the crystals to measure the instantaneous lengths of the VA segments (total segments n = 14) at a frequency of 200 Hz. Vertebral artery engineering strains were then calculated from the instantaneous lengths during cervical spinal range of motion testing, chiropractic cervical spinal manipulation adjustments, and vertebrobasilar insufficiency testing.

RESULTS:The results of this study suggest complex and nonintuitive strain patterns of the VA within the cervical transverse foramina. Consistent (for 2 chiropractors) and repeatable (for 3 repeat measurements for each chiropractor) elongation and shortening of adjacent VA segments were observed simultaneously and could not be explained with a simple model of neck movement. We hypothesized that they were caused by variations in the location and stiffness of the VA fascial attachments to the vertebral foramina and by coupled movements of the cervical vertebrae. However, in agreement with previous work on VA strains proximal and distal to the cervical transverse foramina, strains for cervical spinal manipulations were consistently lower than those obtained for cervical rotation.

CONCLUSIONS:Although general conclusions should not be drawn from these preliminary results, the findings of this study suggest that textbook mechanics of the VA may not hold, that VA strains may not be predictable from neck movements alone, and that fascial connections within the transverse foramina and coupled vertebra movements may play a crucial role in VA mechanics during neck manipulation. Furthermore, the engineering strains during cervical spinal manipulations were lower than those obtained during range of motion testing, suggesting that neck manipulations impart stretches on the VA that are well within the normal physiologic range of neck motion.

Referência:  2010 May;33(4):273-8.Wuest S, Symons B, Leonard T, Herzog W.

27 setembro, 2010

Síndrome do Canal ou Túnel Cárpico e Tratamento Osteopático


O síndrome do canal ou túnel cárpico significa uma compressão do nervo mediano ao nivel do canal cárpico, no punho, um canal osteo-fibroso formado pelos ossos do carpo e pelo ligamento transverso do carpo.

O nervo mediano é um nervo misto, isto é, dá informação motora a alguns músculos da eminência tenar e intrínsecos da mão, assim como, informação sensitiva da região palmar da mão, da face palmar dos 3 primeiros dedos e metade do 4º e da face dorsal dos 4 primeiros dedos. Para além do nervo mediano, passam no canal cárpico os tendões dos músculos flexores dos dedos, sendo que as tenossinovites a este nível, no quadro das doenças reumáticas, sejam a causa mais conhecida do síndrome. Estas lesões, das baínhas e cápsulas articulares, são com frequência decorrentes de doenças reumatológicas como o Lúpus, a Gota Úrica e a Artrite Reumatóide, da qual o síndrome do canal cárpico pode ser uma manifestação inicial(as articulações precocemente envolvidas na AR, são as metacarpo-falângicas proximais do 2º e 3º dedos). Para além da doenças reumatológicas como possível causa do síndrome do túnel cárpico, há que incluir outras condições clínicas endócrino-metabólicas, como a diabetes, o hipotiroidismo, a amiloidose, a insuficiência renal, a acromegália e factores vocacionais/traumáticos como a fractura do punho, actividades profissionais/ atléticas com movimentos repetitivos de hiper-extensão, hiper-flexão do punho, exposição ao frio ou vibração e outros. Afecta mais as mulheres entre os 40 e 60 anos de idade, mas no homem os factores traumáticos são mais relevantes.

A clínica inicia-se com dores e parestesias nocturnas, no território do nervo mediano (face palmar da mão e 3 primeiros dedos, com dor na eminência tenar e interfalângicas distais do 2º e 3º dedos e, interfalângica próximal do 1º dedo), sendo por vezes mais difusas com irradiação ascendente (face ventral do antebraço) e associadas a movimentos. Numa fase mais tardia pode haver diminuição da força, principalmente em movimentos de precisão ou pega e posteriormente atrofia muscular. O paciente queixa-se muitas vezes de "sensação de inchaço" nos dedos e dor no pulso.

O exame neurológico é indicador de diagnóstico, tendo o Osteopata que ter um conhecimento profundo de neurofisiologia, anatomia e experiência clínica para o fazer, aliás, como o faz com todos os pacientes com sintomas de neuropatia. Os estudos de electrocondução nervosa sensitiva e a electromiografia são os meios de diagnóstico mais importantes e devem ser feitos se houver suspeita de patologia reumatológica ou se o paciente não responder à terapêutica.

O tratamento Osteopático utiliza técnicas de  abertura do canal cárpico, técnicas neurodinâmicas para o nervo mediano, técnicas miofasciais de todo o membro superior, técnicas que mobilizam a coluna cervical e tecidos adjacentes para permitir um melhor fluxo nervoso do plexo braquial (conjunto de nervos que saem da cervical para o membro superior), técnicas de mobilização da coluna toráxica e costelas para reduzir o fluxo simpático, aumentar o fluxo arterial e reduzir a congestão linfática.

Referências:
Reumatologia Clínica- Mário Viana de Queiroz
Foundations for Osteopathic Medicine, second edition

06 setembro, 2010

Dor Lombar ou Lombalgia

















Não existe uma só causa para as dores lombares, pelo contrário, muitas são as causas possíveis de lombalgia e sintomas a esta associada. Porém, a maioria de dores lombares não tem uma patologia séria como etiologia e melhoram sem intervenção cirúrgica.




Definiu-se que a lombalgia pode ser agrupada em 3 grandes grupos:
  1. Lombalgia não- específica (dor lombar simples).
  2. Por compressão/ irritação de uma raiz nervosa.
  3. Por patologia específica (grau mais sério).
Cada um dos grupos que se segue tem várias subcategorias e dão uma visão geral sobre as causas de dor lombar:

Grupo 1

Lombalgia não-específica

É seguramente o tipo mais frequente de dor lombar e 95% dos pacientes enquadram-se neste grupo.

Sub-categoria

Espasmo muscular lombar, dor mecânica/ postural lombar, distensão muscular lombar, dor lombar simples, causas degenerativa (discartrose, espondiloartrose http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/10/tratamento-na-osteoartrose.html,  http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/10/osteoartrose.html) ), síndrome do piriforme, disfunção sacro-ilíaca.

Grupo 2

Compressão/ irritação de uma raiz nervosa

Menos de 5% dos pacientes têm uma verdadeira compressão nervosa. Há muitas outras causas que podem mascarar uma sintomatologia semelhante. Normalmente as compressões ou irritações nervosas são provocadas por protrusões, prolapsos ou hérnias discais. O termo clínico é lomboradiculalgia.

Subcategoria

Prolapsos, protrusões, hérnias discais. Ciatalgia ou "ciática" ( http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/05/hernia-e-prolapso-discal-tratamento-de.html).

Grupo 3

Patologia específica

Menos de 1% da população tem patologias sérias como causa para as dores lombares. A maioria é tratável e não representa perigo para a vida dos pacientes, embora precisem de um acompanhamento médico especializado.

Subcategoria

Tumores, infecções, fracturas, patologias inflamatórias (ex: espondilite anquilosante), osteoporose, cauda equina, espondilose, espondilolistese, dor lombar por patologia renal.

Os Osteopatas com formação académica adequada são profissionais de saúde preparados para fazer um questionário específico e interpretar os dados clínicos, de modo a despistar uma patologia mais séria, encaminhando-o, se houver necessidade, para um médico da especialidade.

Volto a salientar que a responsabilidade maior do Osteopata é a segurança do paciente que está à sua frente.

Referências:
Waddell, G. (2004) The back pain revolution. 2nd edn. London: Churchill Livingstone; National Institute for Clinical Excellence. Referral advice. A guide to appropriate referral from general to specialist services.2001; Royal College of General Practitioners. Clinical Guidelines for the Management of Acute Low Back Pain.1999.

22 março, 2010

Osteopathic manipulative treatment for low back pain: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials

John C Licciardone (1) , Angela K Brimhall (2) and Linda N King (3)


Abstract

Background


Osteopathic manipulative treatment (OMT) is a distinctive modality commonly used by osteopathic physicians to complement their conventional treatment of musculoskeletal disorders. Previous reviews and meta-analyses of spinal manipulation for low back pain have not specifically addressed OMT and generally have focused on spinal manipulation as an alternative to conventional treatment. The purpose of this study was to assess the efficacy of OMT as a complementary treatment for low back pain.

Methods

Computerized bibliographic searches of MEDLINE, EMBASE, MANTIS, OSTMED, and the Cochrane Central Register of Controlled Trials were supplemented with additional database and manual searches of the literature.
Six trials, involving eight OMT vs control treatment comparisons, were included because they were randomized controlled trials of OMT that involved blinded assessment of low back pain in ambulatory settings. Data on trial methodology, OMT and control treatments, and low back pain outcomes were abstracted by two independent reviewers. Effect sizes were computed using Cohen's d statistic and meta-analysis results were weighted by the inverse variance of individual comparisons. In addition to the overall meta-analysis, stratified meta-analyses were performed according to control treatment, country where the trial was conducted, and duration of follow-up. Sensitivity analyses were performed for both the overall and stratified meta-analyses.

Results

Overall, OMT significantly reduced low back pain (effect size, -0.30; 95% confidence interval, -0.47 – -0.13; P = .001). Stratified analyses demonstrated significant pain reductions in trials of OMT vs active treatment or placebo control and OMT vs no treatment control. There were significant pain reductions with OMT regardless of whether trials were performed in the United Kingdom or the United States. Significant pain reductions were also observed during short-, intermediate-, and long-term follow-up.

Conclusion

OMT ( Osteopathic manipulative treatment) significantly reduces low back pain. The level of pain reduction is greater than expected from placebo effects alone and persists for at least three months. Additional research is warranted to elucidate mechanistically how OMT exerts its effects, to determine if OMT benefits are long lasting, and to assess the cost-effectiveness of OMT as a complementary treatment for low back pain.
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The electronic version of this article is the complete one and can be found online at: http://www.biomedcentral.com/1471-2474/6/43

Published:
4 August 2005