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21 abril, 2020

Dor lombar neuropática vs Lombalgia comum


- Análise da neuroanatomia e fisiologia nas lombalgias com componentes neurogénicas;

- Raciocínio de diagnóstico baseado em conhecimentos atuais vs diagnóstico do "síndrome do piramidal".




20 abril, 2020

SARS CoV 2 e COVID 19 ( parte 1 e 2)

  • Anatomofisiologia do sistema respiratório
  • Fisiopatologia da COVID 19
  • A ECA2 e a AT2
  • Fármacos em estudo e com resultados positivos
  • A vitamina D
  • A questão dos AINE e medicação anti- hipertensão (inibidores da ECA/ ATR1)


Parte 1






Parte 2


02 fevereiro, 2019

Medo da dor e lesão

A Osteopatia é muito mais do que manipular articulações ou músculos. Na verdade está tudo, ou quase tudo no sistema nervoso central. Afinal tudo em nós está em permanente movimento e comunicação. Só 20% do nosso input/ output é nociceptivo e motor. O resto é proprioceptividade, memória, emoções, intimamente ligados ao SN autónomo e glândulas. Cabe ao Osteopata contemporâneo entender esta complexidade de informações aplicando a simplicidade do toque com a intenção de um novo "reset" no paciente cujo sintoma é a "dor".

Aqui fica um link de um trabalho cada vez mais multidisciplinar e transversal às áreas que atuam na dor e movimento.

-Fearing Pain and Injury-

https://www.facebook.com/Aspetar/videos/581839102316175/?t=1



13 junho, 2015

Excerto de aula- Mobilização neural do glossofaríngeo


Mobilização neural do IX par craniano, tanto na cervical como no foramen jugular. Útil nas neuralgias do glossofaríngeo, laringites, faringites, amigdalites, etc. Gostei bastante de dar este curso. Obrigado pessoal!

14 março, 2015

Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores


Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores (TCR)

A revisão sistemática envolveu 14 estudos e a média de idade é de 50 anos. Os autores fizeram algumas conclusões gerais e preliminares sobre o que é eficaz no que diz respeito a exercícios terapêuticos nas TCR. O programa deve ter em conta que:

- algum nível de resistência deve ser incluído no exercício, por ex, as theraband.
- um maior número de repetições produz mais resultados que um menor número (não especifica o número mas este ponto contradiz alguns estudos).
- 3 séries de repetições são preferíveis do que 2 ou 1.
- Evitar a dor ou produzir dor durante os exercícios parece não ser relevante.
- a maioria dos programas deve demonstrar resultados satisfatórios até às 12 semanas.

Tenho percebido que exercícios para a CR são de facto importantes, mas os estudos que precisam de mais estudos para comprovar os estudos deixam-me um sabor amargo na boca... Na prática Osteopática uma tendinopatia não aparece do nada. O reequilíbrio neurocinético é muito importante. O papel dos sinergistas e antagonistas tem de ser explorado num programa terapêutico e quando pensamos no ombro, os músculos das cadeias cinéticas nunca mais acabam. Na minha prática, o que tenho percebido é que antes de qualquer programa é importante a reorganização próprioceptora e para isso a mobilização articular do complexo do ombro é fundamental. Porque o músculo subclávio, grande peitoral e esternocleiodomastoideu são uma peça chave na articulação esterno-clavicular deixo um pequenino excerto da mobilização desta articulação.


- Therapeutic exercise for rotator cuff tendinopathy: a systematic review of contextual factors and prescription parameters.-

Littlewood C1, Malliaras P, Chance-Larsen K.

Abstract

Exercise is widely regarded as an effective intervention for symptomatic rotator cuff tendinopathy but the prescription is diverse and the important components of such programmes are not well understood. The objective of this study was to systematically review the contextual factors and prescription parameters of published exercise programmes for rotator cuff tendinopathy, to generate recommendations based on current evidence. An electronic search of AMED, CiNAHL, CENTRAL, MEDLINE, PEDro and SPORT

Discus was undertaken from their inception to June 2014 and supplemented by hand searching. Eligible studies included randomized controlled trials evaluating the effectiveness of exercise in participants with rotator cuff tendinopathy. Included studies were appraised using the Cochrane risk of bias tool and synthesized narratively. Fourteen studies were included, and suggested that exercise programmes are widely applicable and can be successfully designed by physiotherapists with varying experience; whether the exercise is completed at home or within a clinic setting does not appear to matter and neither does pain production or pain avoidance during exercise; inclusion of some level of resistance does seem to matter although the optimal level is unclear, the optimal number of repetitions is also unclear but higher repetitions might confer superior outcomes; three sets of exercise are preferable to two or one set but the optimal frequency is unknown; most programmes should demonstrate clinically significant outcomes by 12 weeks. This systematic review has offered preliminary guidance in relation to contextual factors and prescription parameters to aid development and application of exercise programmes for rotator cuff tendinopathy.

PMID: 25715230 [PubMed - as supplied by publisher]

24 fevereiro, 2015

Aula (excerto): hérnia lombar




A regressão (ou seja absorção) de uma hérnia discal acontece numa grande percentagem das mesmas (extrusas ou com sequestro) apenas com o tratamento conservador e sem necessidade cirúrgica. O tratamento conservador deve incluir a Osteopatia como terapêutica manual, o que muitas vezes é o suficiente, o que não invalida outras abordagens complementares. Como profissional de saúde primária, o Osteopata é a ponte perfeita com a medicina convencional e é em primeiro lugar um profissional seguro tanto na avaliação como no tratamento. Aqui fica um bocadinho de um ''possível'' tratamento e um estudo em resumo sobre a regressão expontânea de hérnias discais lombares.

~The probability of spontaneous regression of lumbar herniated disc: a systematic review.~

Clin Rehabil. 2015 Feb;29(2):184-95. doi: 10.1177/0269215514540919. Epub 2014 Jul 9.

Chiu CC, Chuang TY, Chang KH, Wu CH, Lin PW, Hsu WY.
Author information

Abstract

OBJECTIVE:
To determine the probability of spontaneous disc regression among each type of lumbar herniated disc, using a systematic review.

DATA SOURCES:
Medline, Cochrane Library, CINAHL, and Web of Science were searched using key words for relevant original articles published before March 2014. Articles were limited to those published in English and human studies.

REVIEW METHODS:
Articles had to: (1) include patients with lumbar disc herniation treated conservatively; (2) have at least two imaging evaluations of the lumbar spine; and (3) exclude patients with prior lumbar surgery, spinal infections, tumors, spondylolisthesis, or spinal stenosis. Two reviewers independently extracted study details and findings. Thirty-one studies met the inclusion criteria. Furthermore, if the classification of herniation matched the recommended classification of the combined Task Forces, the data were used for combined analysis of the probability of disc regression of each type. Nine studies were applicable for probability calculation.

RESULTS:
The rate of spontaneous regression was found to be 96% for disc sequestration, 70% for disc extrusion, 41% for disc protrusion, and 13% for disc bulging. The rate of complete resolution of disc herniation was 43% for sequestrated discs and 15% for extruded discs.

CONCLUSIONS:
Spontaneous regression of herniated disc tissue can occur, and can completely resolve after conservative treatment. Patients with disc extrusion and sequestration had a significantly higher possibility of having spontaneous regression than did those with bulging or protruding discs. Disc sequestration had a significantly higher rate of complete regression than did disc extrusion.

11 fevereiro, 2015

Aula- Mobilização acrómio-clavicular

Tratar o complexo do ombro é por vezes um desafio. É uma articulação complexa e a sua mecânica depende de movimentos articulares e inter-articulares simples e acessórios e de ritmos de movimento como o ritmo escápulo-toráxico ou escápulo-umeral. Como sempre, se a harmonia mecânica sofre alterações, as estruturas sensíveis à dor avisam que alguma coisa não está bem. Talvez o 'conflito de espaço subacromial' (nome genérico como a 'lombalgia' que não dz absolutamente nada a não ser o local da dor) seja o mais comum nos problemas do ombro. Neste 'conflito', o movimento acessório da articulação acrómio-clavicular está comumente disfuncional nos movimentos da gleno-umeral. Aqui fica uma amostra...


05 fevereiro, 2015

Aula- Mobilização do grande nervo ciático e plexo braquial




Se tivesse de escolher uma característica de um sistema neuromusculo-esquelético saudável, diria a Fluídez. Todos os tecidos são compostos por células e numa perspectiva micro, as membranas das células (compostas por proteínas, fosfolípidos, colestrol, etc.) têm que ser fluídas o suficiente para permitir a entrada e saída de substâncias, característica essencial para o seu bom funcionamento  ou mesmo sobrevivência. Do ponto de vista macro, quer a fáscia, meninges, músculos, aponevroses, nervos ou o tecido conjuntivo que compôe este último, devem ter fluídez suficiente para permitir um deslize harmonioso e funcional sobre as estruturas vizinhas. Isso nem sempre acontece quando se pensa nas fibras do grande nervo ciático em relação à coluna lombar, ou ao plexo braquial na cervical. Aqui fica um bocadinho...

Ps: sim disse outra vez 'plexo cervical'...é da hora lol

23 janeiro, 2015

Aula- Exercício Estabilização Segmentar



A estabilização segmentar é muito importante em pacientes sintomáticos com hipermobilidade, quer tenham discopatia ou outras alterações. Nestes pacientes, a reeducação e reequilíbrio postural são tão ou mais importantes que o tratamento manual.

The Effect of Abdominal Stabilization Contractions on Posteroanterior Spinal Stiffness

Tasha Stanton, BSc, PT, MScRS,*† and Greg Kawchuk, DC, PhD*
Study Design. Intrasubject controls with randomized
intervention order.

Objective. To quantify the immediate change in posteroanterior (PA) spinal stiffness produced by different combinations of trunk muscle contraction.

Summary of Background Data.

The abdominal hollow and the abdominal brace are 2 different combinations of trunk muscle contractions that are commonly prescribed to increase spinal stability. Unfortunately, the immediate effect of these different contractions on spinal stiffness (one indicator of spinal stability) has not yet been quantified directly.

Methods.

Twenty-eight asymptomatic subjects were taught abdominal hollow and brace contractions then performed them in a randomized order framed by periods of rest. Surface electromyography and B-mode
ultrasound confirmed that all contractions were performed appropriately. During each test condition (hollow, brace, and rest), a noninvasive indentation technique was used to quantify PA spinal stiffness. A repeated measures analysis of variance was used to
assess the significance of changes in the PA spinal stiffness between test conditions.

Results.

Both the abdominal hollow and abdominal brace contractions increased PA spinal stiffness significantly when compared with the rest condition (P 0.001). When the abdominal hollow and brace contractions were compared with each other, the abdominal
brace contraction produced significantly greater PA spinal stiffness (P 0.05).

Conclusion.

In asymptomatic subjects, the abdominal brace contraction provided an immediate PA stiffening effect that was significantly greater in magnitude when compared with conditions of rest and abdominal
hollowing. These findings may allow clinicians to better match commonly prescribed contraction-based interventions with specific patient needs. Future work is required to assess the long-term effect of repeated abdominal brace and hollow contractions on PA spinal
stiffness and low back pain.

21 janeiro, 2015

Aula- mobilização segmentar, o princípio de extensão de McKenzie e harmónica.

Mais um pequeno excerto em que incorporo mobilização segmentar, o princípio de extensão de McKenzie e harmónicas. 




A este respeito deixo um estudo, que como outros, podem induzir em erro se não se tiver um pensamento crítico. Este estudo não inclui pacientes com lombalgia aguda + neuropatia. Bom, o princípio de McKenzie é muito eficaz precisamente na centralização de dor e portanto quando há compromisso neural, precisamente porque ajuda a reabsorver o edema e estimula a síntese proteica (por ação mecânica) no anel fibroso. O fenómeno de centralização é extraordinário e exercícios de McKenzie (passivos e activos), se adequados, permitem, para além do que disse, o aumento do movimento de extensão articular, tão importante para uma biomecânica apropriada. São também, a meu ver, uma óptima ferramenta que se pode dar ao paciente para os períodos de intervalo da terapêutica. Com sempre não há receitas milagre.

The effectiveness of the McKenzie method in addition to first-line care for acute low back pain

Abstract


Background: 

Low back pain is a highly prevalent and disabling condition worldwide. Clinical guidelines for the management of patients with acute low back pain recommend first-line treatment consisting of advice, reassurance and simple analgesics. Exercise is also commonly prescribed to these patients. The primary aim of this study was to evaluate the short-term effect of adding the McKenzie method to the first-line care of patients with acute low back pain.

Conclusions: 

When added to the currently recommended first-line care of acute low back pain, a treatment programme based on the McKenzie method does not produce appreciable additional short-term improvements in pain, disability, function or global perceived effect. However, the McKenzie method seems to reduce health utilization although it does not reduce patient’s risk of developing persistent symptoms.

14 janeiro, 2015

Aula- Mobilização neural do Ombro


Mais um excerto de uma aula de pós-graduação , desta vez sobre 'ombro'. Neurodinâmica dos nervos axilar e supra-escapular...I love this stuff!!! Com a cortesia do José Carvalho. 


10 janeiro, 2015

Aula- técnicas de tracção segmentar e neurodinâmica do plexo braquial e sagrado

Um excerto de uma aula minha com o tema 'hérnias discais', num curso de pós-graduação para Osteopatas . O excerto mostra algumas técnicas de tracção segmentar e neurodinâmica do plexo braquial e sagrado em casos agudos de procidências ou hérnias discais. Agradeço ao José Carvalho por me ter enviado o video. Grande turma!


21 maio, 2013

Compreender a dor em menos de 5 minutos...

Um video engraçado e simples sobre a dor, em particular a dor crónica, que é uma consequência de muitos factores tornando-se na própria doença. Dá umas pistas para uma abordagem multifatorial e explica de forma engraçada alguns mecanismos que fazem perpetuar a própria dor, mesmo depois dos tecidos lesados estarem recuperados.



25 janeiro, 2012

Sistema Límbico- o Sistema Emocional


O investigador Robert Sapolsky fala do sistema límbico como o componente emocional do sistema nervoso. É sempre muito interessante acompanhar a ciência de investigação a quebrar barreiras e derrubar conceitos enraízados, mas falsos. A aproximar-se de outras correntes, de outros conhecimentos, de outras verdades. 

03 janeiro, 2012

Why Things Hurt ( "porque é que as coisas doem")



O Neurocientista Lorimer Moseley, investigador e escritor sobre o tema da dor, em particular da dor crónica, explica com muito humor e de forma simples, porque é que as "coisas" doem e como grande parte das vezes, a dor, é um "truque do cérebro" que se torna demasiado protector.

11 outubro, 2011

Uma entrevista minha à SIC, no Jornal da Noite, sobre a Osteopatia e o processo de regulamentação em Portugal.


13 junho, 2011

Dor crónica- Elliot Krane: The mystery of chronic pain



A dor é um sintoma, um mecanismo de aviso que alguma coisa no nosso corpo não está bem. Em células especializadas os transmissores de dor viajam pelo sistema nervoso recolhendo e enviando informação. Na prática clínica em Osteopatia, vemos muitas vezes pacientes com dor crónica. O que a Medicina tem descoberto, é que existem mecanismos neurofisiológicos que alteram a neuroplasticidade de células, enviando sinais permanentes de dor, que podem persistir por tempo indeterminado, mesmo quando a causa primária já não existe. Enquanto Osteopata, acho importante conversar com os pacientes sobre estes mecanismos fisiológicos, com o objectivo de entenderem melhor o seu problema e alguns resultados "contraditórios".

O Dr. Elliot Krane fala sobre o complexo sistema da dor crónica, que de um sintoma passa a ser a doença.