19 dezembro, 2011

O que esperar da consulta?

A 1ª consulta inclui uma anamnese (história clínica do paciente), um exame clínico (que pode incluir o exame ortopédico, neurológico, cárdio-vascular, etc.), um exame Osteopático, a análise dos exames complementares, se houverem, um diagnóstico e o 1º tratamento. Normalmente dura 1h.

Os tratamentos seguintes podem ter a duração de 30 min a 45 min. Esta variação depende do diagnóstico, da condição do paciente e de outros factores intrínsecos do caso clínico.

Na consulta e respectivos tratamentos, pode ser pedido ao paciente que tire algumas peças de roupa ou que fique em roupa interior, por isto, é importante que o doente venha com uma roupa interior que se sinta confortável. É sempre salvaguardado o seu bem estar e pedido o seu consentimento. Após esta avaliação só fica descoberta a área que está a ser tratada.

Depois de um exame clínico e de um diagnóstico feito, o Osteopata inicia o respectivo tratamento usando um leque vasto de técnicas que actuam nos tecidos (articulares, muscular, fascial, visceral, neural, vascular e linfático), que varia consoante o diagnóstico e a sintomatologia, promovendo a regeneração celular, a reorganização músculo-esquelética e o reequilíbrio orgânico. O Osteopata possui conhecimentos profundos em várias áreas das ciências médicas, para poder fazer um diagnóstico diferencial e conhecer as contra-indicações.

No início da consulta o Osteopata questionará o paciente sobre os seus sintomas e outras questões sobre a sua história clínica, seguindo-se um exame clínico exaustivo (neurológico, cárdio-respiratório, etc). Após esta 1ª fase da consulta, o Osteopata irá construir um diagnóstico clínico e/ ou um diagnóstico apoiado num raciocínio Osteopático (centrado no paciente e numa inter-relação dos tecidos que afectam, ou podem afectar, o corpo como um todo e não apenas uma parte).

O Osteopata pode precisar de apoiar o seu diagnóstico em exames complementares de diagnóstico e por isso aconselha-se o paciente a levar os seus exames. O Osteopata poderá ainda pedir a requisição de novos exames, juntamente do médico que segue o paciente.

O tratamento, caso adequado, será feito ainda na 1ª consulta e de acordo com o raciocínio e princípios Osteopáticos. Então, é comum outras áreas do corpo serem observadas e também mobilizadas, que não aquela (s) apenas relacionadas com a queixa.

O paciente pode fazer-se acompanhar por uma pessoa. Um menor de idade terá obrigatoriamente de estar acompanhado por um tutor.

A inter-disciplinaridade é uma prática comum entre profissionais de saúde e por isto a referência do paciente para outro profissional, consoante a especificidade do caso, pode acontecer.

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Bruno Campos


Cédula Profissional de Osteopatia 0100508 

Registado no General Osteopathic Council- nº 7125


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    18 novembro, 2011

    O que é a Osteopatia?

    A Osteopatia é um sistema reconhecido de diagnóstico e tratamento, que tem como ênfase principal, a integridade da estrutura e da função do corpo. É distinta no facto que reconhece que a maior parte da dor e incapacidade sentida, advém de disfunções da estrutura corporal e/ ou de lesões na estrutura provocadas pela doença. General Osteopathic Council (Ordem de Osteopatas do Reino Unido).


    A Osteopatia usa o aparelho neuromusculoesquelético para mobilizar os vários tecidos (musculares, peri- articulares, nervosos, linfáticos, etc.) com o objectivo de potenciar o movimento sem dor. A evidência da osteopatia indica que a mobilização manual passiva e movimento ativo interferem em processos celulares complexos que produzem um aumento da viscoelasticidade e neovascularização dos tecidos, assim como, uma modulação neuroimunitária.

    O Osteopata é um profissional de saúde de primeiro contato e possui conhecimentos em várias áreas das ciências biomédicas, permitindo-lhe agir com a segurança do paciente em 1º lugar.


    Da consulta deve esperar-se uma anamnese (conversa) pormenorizada e semiologia indicada (exame clínico). Um diagnóstico adequado é essencial para a condução da consulta em osteopatia.

    A osteopatia está indicada em:
    - Condições músculo- esqueléticas como por exemplo: tendinoses/ ites (alterações nos tendões); artralgia (dor articular); mialgia (dor articular). 
    - Condições neuropáticas periféricas como por exemplo: neuropatia do canal cárpico; lombociatalgias (mais frequentemente as hérnias e prolapsos discais); neuralgias faciais (como neuralgia do trigémio e paralisia de Bell)
    - Outras condições sistémicas que estejam relacionadas com perturbações do sistema autónomo/ neuroimune que podem levar a alterações gastro-intestinais, nervosas, endócrinas, etc. Nota: A Osteopatia não trata da patologia, mas sim, estimula mecanismos fisiológicos de forma dinâmica e manual (mas não farmacodinâmica) que permitem alívio ou resolução dos sintomas.

    O exercício clínico em osteopatia relaciona-se com frequência com outras áreas de especialidade como: neurocirurgia, ortopedia e medicina familiar.







    17 outubro, 2011

    Osteopatia: Mais do que Técnicas Manipulativas Osteopáticas.

    Enquanto Osteopata, na minha prática clínica, faço uma anamnese cuidada, um exame Clínico e Osteopático rigoroso, diagnostico e decido se posso tratar ou melhorar os sintomas do paciente. A duração do tratamento dependende se se trata de uma lesão aguda ou crónica, sendo este, puramente manual (embora se o Osteopata tiver outras valências pode muito bem usá-las para benefício do paciente). Usam-se as ditas Técnicas Manipulativas Osteopáticas (que são muitas), que dependem do diagnóstico, do tipo de tecido afectado e da cronicidade da disfunção. O Osteopata não se foca apenas na região sintomática e trata o paciente como um todo, correlacionando as alterações biomecânicas e interpretando informação tendo em conta os seus conhecimentos dos vários sistemas do corpo humano. Mas o tratamento Osteopático ultrapassa e vai muito para além das técnicas e do plano de tratamento. Como Osteopata partilho com os meus pacientes dicas e informação que considero importantes, promovendo a prevenção (dando responsabilidade também ao paciente) e que melhoram a sua saúde no geral. Aqui vão algumas:

    > Sabe-se hoje, que a dor crónica é provavelmente fruto de uma alteração da neuroplasticidade provocada por estímulos contínuos no sistema nervoso, mesmo depois da região onde inicialmente existia patologia, estar curada (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/06/dor-cronica-elliot-krane-mystery-of.html). A consciência destes mecanismos com a ajuda de algumas técnicas pode minimizar ou resolver o problema da dor crónica. É inegável, hoje em dia, que o lado emocional, a vondade de melhorar e o simples acto clínico de receber algum tipo de tratamento, provoca reacções internas que contribuem para o alívio dos sintomas (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/01/placebo-sem-engano.html). Existem várias terapias e práticas que abordam e aprofundam este temas. A Programação Neuro-Linguística- NLP (Neuro-Linguistic Programming), as EFT (Emotional Freedom Techniques, em Português Técnicas de Libertação Emocional)l e técnicas específicas de meditação (mindfulness) são apenas algumas.

    > Dormir bem. No sono são produzidas importantes hormonas que fortalecem o sistema imunitário e que são essencias para a saúde. Dormir 7 a 8h diárias tranquila e profundamente é essencial para optimizar a saúde e evitar a doença (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2011/01/dicas-para-uma-boa-noite-de-sono.html).

    > Suplementação vitamínica e mineral. Se puder e não for contra- indicado tome um suplemento ou tenha uma dieta inteligente e equilibrada. A vitamina D, por exemplo, é essencial. É uma vitamina tipo hormona que regula o cálcio e fósforo no sangue e a sua acção está associada a mais de 3000 genes, como ao metabolismo ósseo, depósito de cálcio nos ossos, aumento de células anti-inflamatórias, prevenção do crescimento anormal de células, prevenção de calcificações vasculares, etc. Recentes estudos associam a insuficiência de exposição solar e consequente diminuição de produção de vitamina D, com a prevalência de Artrites Inflamatórias, Esclerose Múltipla, Diabetes tipo 1, entre outras. A exposição solar (responsável), o óleo de figado de bacalhau, o atum e cereais são alguns dos alimentos ricos nesta vitamina.

    Se tem Osteoporose as vitaminas D,K1,K2, são muito importantes na fixação do cálcio.15 a 20 min de sol diários, a cebola e ómega 3 tb são importantes na manutenção da densidade óssea.

    O óleo de Krill e o CoQ10 são de vital importância no combate aos radicais livres, regeneração celular, manutenção da saúde cardíaca, nervosa, endócrina, etc.*

    Existe evidência científica que o sulfato de Glucosamina e a Condroitina estabilizam a degeneração osteo-articular. É um óptimo tratamento preventivo para a Osteoartrose (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/2008/01/sulfato-de-glucosamina-mais-eficaz-e.html).

    > Os benefícios do exercício físico adequado são irrefutáveis e do conhecimento geral. Tenha essa rotina nem que seja 3 vezes por semana, 30 min. Costumo dar exercícios domésticos individualizados aos meus pacientes, para terem a responsabilidade da prevenção e poderem assim minimizar ou neutralizar futuros episódios. A consciência da postura adequada, a dormir, no trabalho ou no dia a dia, adequando caso a caso, é outra das ferramentas que previnem e contribuem para a educação do paciente (http://osteopatia-aartedotoque.blogspot.com/search/label/Postura%20e%20Ergonomia%20no%20Trabalho).

    > Por fim, não espere até não aguentar de dores para consultar o seu Osteopata. Quanto mais crónico for o problema mais demora a ser tratado. Beba muita água nos dias seguintes ao tratamento, se possível o dia do tratamento e o que precede, não deve ser muito activo e lembre-se que nas primeiras 48h é perfeitamente possível ficar dorido, ou parecer que houve uma ligeira pioria dos sintomas. Não se preocupe e informe o seu Osteopata de tudo.

    * Os conselhos que dou são baseados no meu conhecimento e pesquisa, não são de maneira nenhuma receitas médicas, nem substituem o conselho ou consulta do seu médico.