04 outubro, 2015

Mobilização Neural na prática clínica



Vou dar mais um curso de Mobilização Neural na prática clínica, pela Osteoform.

                                                                      

Novas datas:

1º Módulo- 17 e 18 de Outubro (mantém-se)

2º Módulo- 7 e 8 de Novembro

3º Módulo- Final de Novembro (data a anunciar)

                                                                      


Inscrições e mais informação em http://www.institutopodologia.com/mobiliza-o-neural


23 julho, 2015

Caso clínico- meningioma cervical

Paciente do sexo feminino, cirurgia a um meningioma cervical (C1) há 2 anos.
Limitação/ dor na flexão e rotação cervical, cefaleia occipital, neuralgia facial (região auricular e temporal).
Meses após cirurgia notou alterações na proprioceptividade inconsciente, ie, apenas na posição de decúbito dorsal reparou (na realidade o esposo foi o primeiro a reparar) que os membros inferiores ficavam afastados da linha média do corpo.
Raciocínio Osteopático:
As meninges e com particular importância a ''mãe'' destas, a dura-mater, anastomosa-se com a fáscia dos músculos occipitais e na sua passagem pelo foramen magno começa a formar 2 camadas. A camada interna forma uma membrana fascial que envolve o encéfalo e divide a cavidade craniana em septos. 2 destes septos envolvem o cerebelo- a tenda do cerebelo e a foice cerebelar. O cerebelo é o ''mini-cérebro'' da proprioceptividade, da coordenação, do equilíbrio, do acerto de movimento.
Restrições (fibrose) no tecido conjuntivo meningeo, como consequência da cirurgia e do próprio meningioma, criaram uma interface meningea (cervical e cerebelosa) mais rígida e por isso com menos fluídez na sua relação com o tecido nervoso. Estes fenómenos podem provocar alterações sinápticas nas células neurais do cerebelo, ou seja, possíveis alterações na proprioceptividade do paciente.
Tratamento Osteopático: 
Mobilização neuromeníngea cervical, craniana e dorsal. Mobilização articular e miofascial cervical e dorsal.
Resultado: 
Ao fim de 3 tt os membros inferiores (novamente não foi a paciente a primeira a notar) ficavam alinhados com a linha média. Tanto na marquesa, como na cama. De salientar que fizemos vários testes em decúbito dorsal com os olhos da paciente fechados.
Osteopathy rules!

13 junho, 2015

Excerto de aula- Mobilização neural do glossofaríngeo


Mobilização neural do IX par craniano, tanto na cervical como no foramen jugular. Útil nas neuralgias do glossofaríngeo, laringites, faringites, amigdalites, etc. Gostei bastante de dar este curso. Obrigado pessoal!

09 abril, 2015

Osteoform- Um novo projecto de há muito tempo...

Tenho um novo projecto. Espero que contribua para a elevação da Osteopatia, para a sustentação do Osteopata de 1ª linha, para aprofundar o que se conhece e enriquecer com o que ainda não se sabe. Osteoform surge pelo desejo de mais formação específica, em contacto com o progresso científico sem nunca perder a raiz Osteopática. Nasceu da Osteopatia e serve os Osteopatas.

Divulguem!

http://osteoform.pt


14 março, 2015

Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores


Estudo de revisão: exercícios terapêuticos nas tendinopatias da coifa dos rotadores (TCR)

A revisão sistemática envolveu 14 estudos e a média de idade é de 50 anos. Os autores fizeram algumas conclusões gerais e preliminares sobre o que é eficaz no que diz respeito a exercícios terapêuticos nas TCR. O programa deve ter em conta que:

- algum nível de resistência deve ser incluído no exercício, por ex, as theraband.
- um maior número de repetições produz mais resultados que um menor número (não especifica o número mas este ponto contradiz alguns estudos).
- 3 séries de repetições são preferíveis do que 2 ou 1.
- Evitar a dor ou produzir dor durante os exercícios parece não ser relevante.
- a maioria dos programas deve demonstrar resultados satisfatórios até às 12 semanas.

Tenho percebido que exercícios para a CR são de facto importantes, mas os estudos que precisam de mais estudos para comprovar os estudos deixam-me um sabor amargo na boca... Na prática Osteopática uma tendinopatia não aparece do nada. O reequilíbrio neurocinético é muito importante. O papel dos sinergistas e antagonistas tem de ser explorado num programa terapêutico e quando pensamos no ombro, os músculos das cadeias cinéticas nunca mais acabam. Na minha prática, o que tenho percebido é que antes de qualquer programa é importante a reorganização próprioceptora e para isso a mobilização articular do complexo do ombro é fundamental. Porque o músculo subclávio, grande peitoral e esternocleiodomastoideu são uma peça chave na articulação esterno-clavicular deixo um pequenino excerto da mobilização desta articulação.


- Therapeutic exercise for rotator cuff tendinopathy: a systematic review of contextual factors and prescription parameters.-

Littlewood C1, Malliaras P, Chance-Larsen K.

Abstract

Exercise is widely regarded as an effective intervention for symptomatic rotator cuff tendinopathy but the prescription is diverse and the important components of such programmes are not well understood. The objective of this study was to systematically review the contextual factors and prescription parameters of published exercise programmes for rotator cuff tendinopathy, to generate recommendations based on current evidence. An electronic search of AMED, CiNAHL, CENTRAL, MEDLINE, PEDro and SPORT

Discus was undertaken from their inception to June 2014 and supplemented by hand searching. Eligible studies included randomized controlled trials evaluating the effectiveness of exercise in participants with rotator cuff tendinopathy. Included studies were appraised using the Cochrane risk of bias tool and synthesized narratively. Fourteen studies were included, and suggested that exercise programmes are widely applicable and can be successfully designed by physiotherapists with varying experience; whether the exercise is completed at home or within a clinic setting does not appear to matter and neither does pain production or pain avoidance during exercise; inclusion of some level of resistance does seem to matter although the optimal level is unclear, the optimal number of repetitions is also unclear but higher repetitions might confer superior outcomes; three sets of exercise are preferable to two or one set but the optimal frequency is unknown; most programmes should demonstrate clinically significant outcomes by 12 weeks. This systematic review has offered preliminary guidance in relation to contextual factors and prescription parameters to aid development and application of exercise programmes for rotator cuff tendinopathy.

PMID: 25715230 [PubMed - as supplied by publisher]